domingo, 8 de maio de 2011

Síndrome da fadiga crônica

                                                                                             
síndrome da fadiga crônica  é uma desordem complexa e desabilitante caracterizada pela fadiga profunda que não melhora com descanso deitado e que pode ser piorada por atividade física ou mental. Pessoas com síndrome da fadiga crônica geralmente funcionam em um nível de atividade substancialmente menor do que eram capazes antes do aparecimento da doença. Adicionalmente, pacientes reportam vários sintomas não-específicos que incluem fraqueza, dor muscular, memória prejudicada, piora na concentração, insônia e fadiga após exercícios exaustivos que dura mais de 24 horas. Em alguns casos a síndrome da fadiga crônica pode persistir por anos.



As causa mais comuns costumam ser:
-Doenças cardiovasculares (insuficiência cardíaca, arritmias, etc.);

- Doenças auto-imunes (lúpus, polimiosite, etc.);

- Doenças pulmonares (enfisema, quadros infecciosos, etc.);

- Doenças endócrinas (hipotireoidismo, diabetes, etc.);

- Doenças musculares e neurológicas;

- Apnéia do sono e narcolepsia;

- Abuso de álcool e outras drogas;

- Obesidade;

- Depressão e outros distúrbios psiquiátricos;

- Infecções;

- Tumores malignos.

Considera-se portadora da síndrome toda pessoa com fadiga persistente, inexplicável por outras causas, que apresentar no mínimo quatro dos sintomas citados abaixo, por um período de pelo menos seis meses:

• Dor de garganta;

• Gânglios inflamados e dolorosos;

• Dores musculares;

• Dor em múltiplas articulações, sem sinais inflamatórios (vermelhidão e inchaço);

• Cefaléia com características diferentes das anteriores;

• Comprometimento substancial da memória recente ou da concentração;

• Sono que não repousa;

• Fraqueza intensa que persiste por mais de 24 horas depois da atividade física.


Os sintomas são passíveis de tratamentos paliativos, entretanto antiinflamatórios são recomendados para as dores musculares ou articulares; drogas antidepressivas podem melhorar a qualidade do sono.

Mudanças de estilo de vida podem ser úteis. Os especialistas recomendam uma dieta equilibrada, uso moderado de álcool, exercícios regulares de acordo com a disposição física e a manutenção do equilíbrio emocional para controlar o estresse.

Reabilitação fisioterápica e condicionamento físico são fundamentais para a manutenção da atividade física e profissional. Tratamento psicoterápico também é indicado.

Condições médicas semelhantes à síndrome da fadiga crônica

Muitas doenças têm espectro de sintomas similares à síndrome da fadiga crônica. Essas doenças incluem, entre outras, fibromialgia, encefalomielite miálgica, neurastenia, sensibilidade química múltipla, narcolepsia, hipotiroidismo, apnéia do sono, depressão, esquizofrenia e mononucleose crônica. Embora essas doenças possam apresentar outro sintoma principal, a fadiga crônica é comumente associada a todas elas.

Como em todas as doenças mal conhecidas, proliferam os assim chamados tratamentos naturalistas, alguns dos quais apregoam resultados milagrosos para a fadiga crônica. Infelizmente, não há qualquer evidência científica de que eles modifiquem a evolução da doença.
.http://rosamcarvalho.blogspot.com

sábado, 7 de maio de 2011

Bolo surpresa para a mamãe!

                                                    Receita fornecida por:Sabor de Casa


 BOLO SEM FARINHA DE TRIGO; ACREDITEM FICA GOSTOSO!
Massa:
6 ovos
6 colheres (sopa) de achocolatado em pó
8 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de margarina derretida
1 colher (sopa) de fermento em pó, peneirado
Calda:
4 colheres (sopa) de achocolatado em pó
2 colheres (sopa) de açúcar
1 lata de creme de leite
Chocolate granulado a gosto,para decorar

1.Bata todos os ingredientes no liquidificador, começando pelos ovos.
 
2.Disponha a massa numa fôrma ou tabuleiro untado, polvilhado com fécula de batata, maisena ou creme de arroz.
 
3.Asse em forno médio, preaquecido, por cerca de 40 minutos. A consistência do bolo é de um pudim firme. Deixe esfriar e, enquanto isso, faça a calda.
 
4.Coloque todos os ingredientes da calda numa panela e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até formar um creme homogêneo.
 
5.Quando o bolo estiver completamente frio, cubra-o com a calda e o chocolate granulado e sirva

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Feliz dia das mães!!!

                                                                            

quinta-feira, 5 de maio de 2011

NÃO QUERO TER FILHOS, E AGORA?

                                                                                   
Acolher, proteger, nutrir, cuidar, orientar, ninar e confortar são atitudes e sentimentos que combinam com o que alguns chamam de instinto materno. Muitas mulheres se sentem cobradas, internamente e socialmente, como se optar por não ser mãe fosse uma aberração da natureza. Muitas são desprovidas desse desejo por não sentirem que a maternidade seja condição para que se sintam realizadas na vida. E o que há de "errado" nisso? Nada. Absolutamente nada!



O famoso instinto materno, como o conceituamos, está presente em todos os seres humanos: homens, mulheres, idosos e crianças. Em alguma medida todos nós somos protetores, acolhedores e cuidadores, sabendo naturalmente como confortar outras pessoas e "dar colo" quando solicitados ou atendendo a um apelo solidário. E fazemos isso com nossos pais, irmãos, amigos e até desconhecidos. Um bom exemplo é quando entregamos donativos, apadrinhamos financeiramente alguma instituição filantrópica ou praticamos caridade no sinal de trânsito e nas calçadas das cidades. E isso mostra um impulso natural de acolher ou confortar.
Portanto, não é apenas Privilegiar a carreira profissional e saber que um filho não caberia em seu projeto de vida.


Temer a perenidade da escolha, afinal filho é "para sempre", não dá para não tê-lo depois que ele existe e nem todas se sentem prontas para assumir uma escolha eterna.


Saber ser portadora de alguma doença geneticamente transmissível e temer pela saúde de um possível filho.


Ter consciência de que não tem paciência para cuidar de crianças.


Não desejar abrir mão da liberdade por um bom período na vida.


Sentir-se insegura com relação ao papel de mãe.


Simplesmente não desejar ser mãe.


É claro que muitas dúvidas ou inseguranças são reversíveis, caso essa mulher queira ir fundo para compreender melhor seus motivos. Mas isso passa a ser uma necessidade apenas se essa pessoa estiver sofrendo ou se de alguma forma a decisão de não ser mãe for uma fonte de conflito. Caso contrário, as razões citadas entre tantas outras são absolutamente legítimas e não implicam em culpa. Não existe "esquisitice" em não desejar ser mãe e isso não quer dizer que essa mulher seja desprovida de instinto materno.




Quando o assunto é criança, muitas mulheres exercem esse instinto focando em seus sobrinhos ou afilhados. Além disso, é sempre possível optar mais tarde, com um certo grau de amadurecimento, pela adoção.as na maternidade que as mulheres - e todos os seres humanos - exercem o instinto materno. Escolher conscientemente não ter filhos é uma atitude corajosa, pois desafia preconceitos. Veja alguns dos motivos que levam certas mulheres a optar por não serem mães.Privilegiar a carreira profissional e saber que um filho não caberia em seu projeto de vida.




Temer a perenidade da escolha, afinal filho é "para sempre", não dá para não tê-lo depois que ele existe e nem todas se sentem prontas para assumir uma escolha eterna.


Saber ser portadora de alguma doença geneticamente transmissível e temer pela saúde de um possível filho.


Ter consciência de que não tem paciência para cuidar de crianças.


Não desejar abrir mão da liberdade por um bom período na vida.


Sentir-se insegura com relação ao papel de mãe.


Simplesmente não desejar ser mãe.


É claro que muitas dúvidas ou inseguranças são reversíveis, caso essa mulher queira ir fundo para compreender melhor seus motivos. Mas isso passa a ser uma necessidade apenas se essa pessoa estiver sofrendo ou se de alguma forma a decisão de não ser mãe for uma fonte de conflito. Caso contrário, as razões citadas entre tantas outras são absolutamente legítimas e não implicam em culpa. Não existe "esquisitice" em não desejar ser mãe e isso não quer dizer que essa mulher seja desprovida de instinto materno.


Quando o assunto é criança, muitas mulheres exercem esse instinto focando em seus sobrinhos ou afilhados. Além disso, é sempre possível optar mais tarde, com um certo grau de amadurecimento, pela adoção.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mãe, mulher ou anjo?

                                                                                

Não sei!
Sei apenas que é porto seguro,
é paz e serenidade.
E olha, não importa a idade, já nascem com esse dom. 
Menina, mulher, mãe...
É muito feliz quem a tem e com ela pode contar
pois sabe que ela, sempre o vai amar.
Na alegria ou na tristeza, na sorte ou na desventura
é ela, que solícita, nos acompanha em tudo, com dedicação e ternura.
Sintam como é bom chamá-la o tempo inteiro
percebam dos lábios o doce movimento: 
Mother, mama, mére, mãe, madrecita, não importa,
mãe, é uma palavra que transmite doçura 
ela é em todo o mundo, o nosso amor primeiro.
Mãezinha, é aquela que sempre está a nosso lado
e compartilha o nosso fardo
para torná-lo mais leve.
Nada a faz nos abandonar, o seu amor é puro e verdadeiro.
Mãezinha, tão cantada e decantada,
por tantos poetas exaltada,
mas é tão pouco... ela merece muito mais.
No palco da nossa vida lá está, e na fila do gargarejo,
aplaude nossas vitórias cobrindo-nos de beijos.
Quando por vezes fracassamos, é com ela que contamos,
para ela, somos sempre iguais, os seus meninos.
Mãe, o teu carinho suaviza nosso caminho 
e o teu amor, é uma prece ao Criador
para que nos proteja do mal .
Mãe, sempre resiste à ingratidão, 
ao trabalho forçado e à dupla jornada,
pois se desdobra para que nunca nos falte o pão.
Mãe, tudo nos dá e não pede nada, mãe que disfarça a dor
e está sempre pronta a perdoar, distribuindo afeto em profusão.
Mães, que lindas  são!
Tenham pele lisa ou enrugada, mãos tratadas ou engelhadas,
sejam como for, não faz mal. ..
Mãos de mãe, são mãos de anjo, como elas, não há igual!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Profissão Mãe

                                                                                

Uma mulher foi renovar a sua carteira de motorista.

Pediram-lhe para
informar qual era a sua profissão.

Ela hesitou, sem saber bem como se
classificar.
"O que eu pergunto é se tem um trabalho",

insistiu o funcionário.
"Claro que tenho um trabalho", exclamou .

"Sou mãe".
"Nós não consideramos "mãe" um trabalho.

Vou colocar"Dona de casa", disse
o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história

até o dia em que me encontrei em
situação idêntica.
A pessoa que me atendeu era obviamente

uma funcionária de carreira,
segura, eficiente, dona da situação,
perguntou:Qual é a sua ocupação?
Não sei o que me fez dizer isto,

as palavras simplesmente saltaram-me da
boca para fora
"Sou Doutora em Desenvolvimento

Infantil e em Relações Humanas."
A funcionária fez uma pausa,

a caneta de tinta permanente a apontar para o
ar e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.

Eu repeti pausadamente,
enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada,

como ela ia escrevendo, com tinta preta, no
questionário oficial.
Posso perguntar, disse-me ela com novo interesse,

o que faz exatamente?
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz,

ouvi-me responder:
"Desenvolvo um programa a longo prazo

(qualquer mãe faz isso), em
laboratório e no campo experimental

(normalmente eu teria dito dentro e
fora de casa). Sou responsável por uma equipe

(minha família), e já recebi
quatro projetos ( todas meninas).

Trabalho em regime de dedicação
exclusiva (alguma mulher discorda???),

o grau de exigência é em nível de 14
horas por dia (para não dizer 24 horas).
Houve um crescente tom de respeito

na voz da funcionária que acabou de
preencher o formulário, se levantou

e, pessoalmente me abriu a porta.
Quando cheguei em casa, com o título

da minha carteira erguido, fui
recebida pela minha equipe: uma com 13 anos,

outra com 7 e outra com 3
anos. Do andar de cima, pude ouvir o meu novo

experimento (um bebê de seis
meses), testando uma nova tonalidade de voz.

Senti-me triunfante!
Maternidade... que carreira gloriosa!
Assim, as avós deviam ser chamadas

"Doutora-Sênior em Desenvolvimento
Infantil e em Relações Humanas".
As bisavós:

"Doutora- Executiva- Sênior".
E as tias:

"Doutora - Assistente".
Uma homenagem carinhosa a todas

as mulheres, mães, esposas, amigas,
companheiras.

Doutoras na Arte de fazer a vida melhor !!!


domingo, 1 de maio de 2011

As diferentes imagens de uma mãe.


                                                                        

- 4 anos de idade... Minha mamãe pode fazer qualquer coisa.
- 8 anos de idade... Minha mamãe sabe muito ! Um montão !
- 12 anos de idade... Minha mãe não sabe absolutamente tudo !
- 14 anos de idade... Naturalmente, mamãe tampouco sabe isto !
- 16 anos de idade... Minha mãe ? Ai ! é tão antiquada !
- 18 anos de idade... Esta velha? Está totalmente fora de época !
- 25 anos de idade... Bem, pode ser que saiba algo a respeito.
- 35 anos de idade... Antes de decidir, porque não pedimos a opinião da mamãe ?
- 45 anos de idade... Me pergunto, que haveria pensado mamãe a respeito ?
- 65 anos de idade... Oxalá pudera comenta-lo com minha mamãe..

sábado, 30 de abril de 2011

Promessa de Mãe...

                                                                                
Se ao casarmos nos comprometemos com coisas tão grandiosas como fidelidade e amor eterno àquele estranho que está diante de nós, por que o ritual não se repete para um filho, para uma filha?

Deveríamos. Anotar e falar aos quatro ventos o que queremos e o que acreditamos para essa relação. Eu, devagar, tenho feito a minha lista individual daquilo a que devo comprometer-me todos os dias para com esse pequeno bicho que mama em meu peito. Não é fácil. Porque já me sinto cansada e sem forças, e ela tem apenas alguns meses. Mas é disso que é feita uma relação, não é? De um amor que sobrevive “apesar de”.

Apesar de tudo, prometo que estarei atenta a você, minha filha querida. Apesar dos letreiros luminosos da rua, apesar do barulho infernal da cidade, apesar das inúmeras solicitações do dia-a-dia, eu ainda olharei para você com toda a atenção e o amor que você merece.

Apesar de toda névoa que a vida irá dissipar entre nós, ainda assim irei vasculhar no escuro quem você é, o que te faz feliz e o que te assusta, o que te faz triste e o que te torna alegre ou confiante.

Eu prometo, minha querida, que mesmo quando eu estiver cansada e exausta, irei buscar fundo na memória o quanto te desejei e o quanto tua presença me tornou uma pessoa melhor e mais completa.

Eu prometo que apesar dos teus erros e das tuas malcriações, não esquecerei tua nobreza e tua vontade de acertar. Irei lembrar-me de te elogiar e de te incentivar, ainda que a vida me ocupe de broncas e castigos.

Eu prometo que não jogarei em ti os meus traumas e os meus desejos. Eu prometo que não vou culpar-te pelas minhas escolhas, pelos meus erros e pelas minhas frustrações. Eu quero muito te isentar do que for doloroso da minha maternidade. Isso é possível?

Eu prometo respeitar quem você é, mesmo que seja diferente de tudo o que eu desejei para ti. Eu prometo me preocupar mais contigo do que com os vizinhos, eu prometo que vou ouvir o que você disser mais do que me preocupar com o que os outros dirão.

Eu prometo estar inteira quando estiver contigo, mesmo que não sejam todas as horas do dia.

Eu prometo te enxergar, filha, e ainda que a tua verdade me assuste, não vou fechar meus olhos.

Eu prometo, sobretudo, fazer de mim mesma uma pessoa inteira e feliz, para que você não tenha que arcar com as minhas frustrações ou com o meu mau-humor. Eu não vou jogar em ti o fardo dos meus preconceitos.

Eu prometo que, embora haja obrigações, embora haja responsabilidades e contas a pagar, acharei sempre uma brecha, pequena que seja, para te dar carinhos e beijinhos, para fazer cócegas e risos junto com você, mesmo que o dia esteja chuvoso lá fora.

Eu prometo te tornar livre, mesmo querendo te aprisionar a mim.

E, quando você tiver o seu coração partido e eu não puder colar seus mil pedacinhos, prometo que respeitarei a tua dor e não vou nunca desdenhar ou diminuir o teu enorme sofrimento.

Eu prometo dar atenção aos teus desenhos, à tua pasta de papel de carta, ao penteado das tuas bonecas, à tua agenda e às tuas provas. Serão muitas provas pelas quais teremos de passar, minha filha.

E, por fim, eu prometo amar-te e respeitar-te, todos os dias das nossas vidas – até que a morte nos separe.


Fonte: Crônica do Dia: PROMESSAS DE MÃE >> Kika Coutinho. 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Está chegando o dia das Mães!!!

MÃE: A PROFISSÃO MAIS LINDA DO MUNDO; PARABÉNS MAMÃES!!!

  Oi gurias o dia das Mães está chegando, toda a homenagem  que eu fizer aqui no meu cantinho, será sempre muito pouco, pelo tudo que eu tenho que agradecer e dizer a minha mãe, e a todas as mães do mundo.  

                                                                     SER MÃE É...


É sempre estar cansada,
de nunca ficar parada,
de ter sempre o que fazer.
É engolir quase inteiro,
não demorar no banheiro
e se aprontar sem se ver.
É acordar de madrugada,
e não dormir quase nada
se um filho adoecer...
De novo ler estorinhas
os contos da carochinha,
para o filho adormecer...

È interromper a novela,
quando está no melhor dela,
para o filho atender.
É inventar pratos "mil",
se um filho com fastio,
inventar de não comer.

É estudar outra vez
Todo o curso que já fez,
Para o filho aprender.
Outra vez brincar de "roda",
e estar por dentro da moda
quando a filhinha crescer.

É ouvir músicas "chatas"
e esquecer as serenatas,
que só lhe davam prazer.
É curtir uma quadrilha
Quando então é sua filha
Quem vai dançar pra valer.

Ser mãe é virar uma semente
Pra viver novamente
Quando um filhinho nascer.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Condição de entrega

                                                                                        

Acaba de ser revelado o que uma mulher quer e que Freud nunca descobriu. Ela quer uma relação amorosa equilibrada onde haja romance, surpresa, renovação, confiança, proteção e, sobretudo, condições de entrega. É com essa frase objetiva e certeira que Ney Amaral abre seu livroCartas a uma Mulher Carente, um texto suave que corria o risco de soar meio paternalista, como sugeria o título, mas não. É apenas suave.
Romance, surpresa etc, não chegam a ser novidade em termos de pré-requisitos para um amor ideal, supondo que amor ideal exista, mas "condição de entrega" me fez erguer o músculo que fica bem em cima da sobrancelha, aquele que faz com que a gente ganhe um ar intrigado, como se tivesse escutado pela primeira vez algo que merece mais atenção.
Mesmo havendo amor e desejo, muitas relações não se sustentam, e fica a pergunta atazanando dentro: por quê? O casal se gosta tanto, o que os impede de manter uma relação estável, divertida e sem tanta neura?
Condição de entrega: se não existir, a relação tampouco existirá pra valer. Será apenas um simulacro, uma tentativa, uma insistência.
Essa condição de entrega vai além da confiança. Você pode ter certeza de que ele é uma pessoa honesta, de que falou a verdade sobre aquele sábado em que não atendeu ao telefone, de que ele realmente chegará na hora que combinou. Mas isso não é tudo. Pra ser mais incômoda: isso não é nada.
A condição de entrega se dá quando não há competitividade, quando o casal não disputa a razão, quando as conversas não têm como fim celebrar a vitória de um sobre o outro. A condição de entrega se dá quando ambos jogam no mesmo time, apenas com estilos diferentes. Um pode ser mais rápido, outro mais lento, um mais aberto, outro mais fechado: posições opostas, mas vestem a mesma camisa.
A condição de entrega se dá quando se sabe que não haverá julgamento sumário. Diga o que disser, o outro não usará suas palavras contra você. Ele pode não concordar com suas ideias, mas jamais desconfiará da sua integridade, não debochará da sua conduta e não rirá do que não for engraçado.
É quando você não precisa fingir que não pensa o que, no fundo, pensa. Nem fingir que não sente o que, na verdade, sente.
Havendo condição de entrega, então, a relação durará para sempre? Sei lá. Pode acabar. Talvez vá. Mas acabará porque o desejo minguou, o amor virou amizade, os dois se distanciaram, algo por aí. Enquanto juntos, houve entrega. Nenhum dos dois sonegou uma parte de si.
Quando não há condição de entrega, pode-se arrastar, prolongar, tentar um amor pra sempre. Mas era você mesmo que estava nessa relação?
Condição de entrega é dar um triplo mortal intuindo que há uma rede lá embaixo, mesmo que todos saibamos que não existe rede pro amor. Mas a sensação da existência dela basta.
MARTHA MEDEIROS